Varíola do macaco: o que é e como se proteger

Macaco selvagem olhando para a câmera com a mão levantada.
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É pra você saber, mas não pra se desesperar, tudo bem? Casos da varíola do macaco estão se espalhando pelo mundo e chamando a atenção das entidades de saúde.

Mas olha: especialistas afirmam que ainda é cedo para confirmar o possível surgimento de uma epidemia ou pandemia, já que estudos ainda estão sendo realizados para saber o porquê da doença ter ressurgido.

Esse texto serve pra você entender o que é a doença, de onde ela veio e pra onde ela vai. Não deixar o pânico e o medo tomarem conta!

O que é a varíola do macaco?

 Vírus com cores fantasia visto através de um microscópio. Somente para ilustração: não é o vírus Monkeypox.

A varíola do macaco é considerada uma zoonose silvestre, que passa de animais selvagens para humanos.

Ela é transmitida pelo vírus Monkeypox, e apesar de estar sendo mais falada agora, o primeiro caso da doença foi registrado em 1970, no Congo.

O nome vem da descoberta do vírus em 1958, em um laboratório dinamarquês que descobriu o patógeno em um macaco congolês. Esse vírus pertence à família dos Orthopoxvirus, mesmo gênero que causa a varíola em humanos.

Mas na verdade a varíola do macaco não é do macaco. Ela atinge principalmente roedores, e os macacos acabam contraindo o vírus por acidente – igual a gente.

Atualmente, é possível identificar dois tipos de vírus da varíola do macaco: o da África Ocidental, com taxa média de mortalidade de 1%, e o da Bacia do Congo na África Central, podendo chegar a 10% na taxa de mortalidade.

A contágio da doença geralmente ocorre em regiões florestais da África Central e Ocidental, em situações de manuseio de carne de animais selvagens, mordida de animais infectados e contato com fluidos de pessoas contaminadas.

De onde vem a varíola do macaco?

Floresta densa, com galhos caídos e o chão coberto de musgo

A varíola do macaco é endêmica às regiões centrais e ocidentais da África – especialmente na República Democrática do Congo. Até hoje, todos os casos fora do continente vinham por viajantes que tiveram contato com o vírus por lá e os levavam de volta aos seus países.

Em 1970, foi registrado o primeiro caso da doença em humano na República Democrática do Congo. Depois desse caso, foram registradas mais ocorrências da varíola em pessoas nos países da África Central e Ocidental.

De acordo com o Instituto Butantan, após 40 anos sem casos da varíola do macaco, a enfermidade ressurgiu em 2017 na Nigéria, com mais de 450 casos confirmados no país africano e pelo menos 8 casos ao redor do mundo na época.

Mesmo que a doença tenha surgido na África, especialistas afirmam que os casos relatados na Europa, nos Estados Unidos, Canadá, Austrália e recentemente na Argentina, podem não ter relação com as regiões africanas, indicando uma possível transmissão comunitária do vírus.

A varíola do macaco é pandemia?

Pessoa paramentada contra contágio fazendo assepsia da rua.

Ela ainda não foi considerada como uma epidemia ou uma pandemia, mas o seu avanço está intrigando pesquisadores da saúde.

Isso porque relatos da doença fora do continente africano se davam por turistas que retornavam de viagem. Mas já estamos passando dos 700 casos no mundo sem relação com turismo.

É o que os pesquisadores chamam de transmissão autóctone ou comunitária. A transmissão acontece no mesmo país onde a pessoa está. Ela não viajou, ela não teve contato com quem viajou, mas ainda assim pegou a doença.

É isso que a Organização Mundial da Saúde está observando. A varíola do macaco não é uma pandemia, e está sendo acompanhada de perto para que ela não se transforme em uma.

Quais os sintomas da varíola do macaco?

Manchas na pele causadas pela varíola do macaco.

Primeiro vem os sintomas comuns, que parecem gripe: febre acima de 38 C, dores de cabeça, no corpo e musculares e fraqueza. Depois os inchaços na garganta, axilas e virilha.

Por fim, vêm as vesículas: as feridinhas cheias de líquido que doem e coçam bastante. Esse é o principal mecanismo de transmissão da doença – quando você coça a ferida, libera o líquido, que vem cheio de vírus.

Fica parecendo catapora. Inclusive, um dos primeiros passos no diagnóstico da pessoa com varíola do macaco é entender se ela não está com alguma outra doença similar, como a própria varicela e até a varíola que a gente já conhece.

Segundo o especialista entrevistado pelo O Globo, o virologista Flávio Guimarães, os primeiros sintomas vão se manifestar de 7 a 14 dias da primeira infecção.

Esses sintomas, em adultos, são difíceis de lidar mas não muito mortais. A maior preocupação é quanto à contaminação em pessoas do grupo de risco que são as crianças, idosos, mulheres grávidas e pessoas imunossuprimidas.

Tem casos de varíola do macaco no Brasil?

Ambulância com a sirene ligada em rua. Foto de alta exposição.

Até o momento, estão sendo investigados sete casos suspeitos da doença no Brasil, mas sem confirmações.

Essas pessoas que apresentaram sintomas da doença, estão sendo investigadas e monitoradas até receberem o diagnóstico oficial.

Temos, porém, um brasileiro infectado. O primeiro caso de varíola do macaco na Alemanha foi identificado em um turista brasileiro, que tinha passado por Portugal e Espanha antes.

Para o caso ser considerado caso suspeito, a Organização Mundial da Saúde (OMS) considera os seguintes sintomas: bolhas na pele de forma aguda e inexplicável, dores de cabeça, febre superior a 38,5° C, linfonodos inchados, fraqueza, dores nas costas e no corpo.

A confirmação da doença é feita após exames laboratoriais indicarem resultados positivos para o vírus da varíola do macaco. Neste caso, são realizados testes PCR, igual aqueles da Covid-19 feitos em farmácias.

Como a varíola do macaco é transmitida?

Macaco selvagem com a bota aberta, gritando, em floresta.

A varíola do macaco é transmitida principalmente por meio do contato com os fluidos corporais de alguém infectado. Suor, gotículas da respiração e o líquido dos machucadinhos são os principais vetores de transmissão.

Outra maneira de infecção da doença é tendo contato com as lesões na pele causadas pela varíola, ou por objetos contaminados como roupas de cama, copos e talheres.

O contágio é similar ao da própria varíola que a gente já conhece. Nos primeiros dias, ele é feito principalmente pelo ar, através das gotículas respiratórias.

Mas quando as feridas aparecem, a doença está no seu pico de transmissão. Praticamente todos os seus fluidos corporais vão ter o vírus, especialmente o líquido das vesículas que se abrem.

Como se prevenir da varíola do macaco

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) recomenda que os cuidados para se proteger da varíola dos macacos sejam os mesmos que já são seguidos contra a covid-19.

Você lembra, né? O uso de máscaras, uso de álcool gel, distanciamento social e higienização das mãos.

Tais medidas não farmacológicas, como o distanciamento físico sempre que possível, o uso de máscaras de proteção e a higienização frequente das mãos, têm o condão de proteger o indivíduo e a coletividade não apenas contra a Covid-19, mas também contra outras doenças“, informa a nota da Agência.

A Anvisa ainda reforça sobre a importância das medidas de proteção que precisam ser seguidas nos aeroportos e aviões, a fim de evitar a disseminação da doença pelo mundo.

Pessoas se cumprimentando com os cotovelos.

Como podemos ver, o álcool gel continua sendo nosso maior aliado de proteção não só contra covid-19, mas também contra outras doenças que vão surgindo no mundo, como é o caso da varíola do macaco.

Um exemplo disso está no texto que fizemos sobre as seis piores gripes da história. Ele é um dos nossos textos mais lidos, e retrata como a falta de prevenção é a maior vilã na transmissão de doenças e criação de pandemias.

Te espero lá pra gente conversar melhor. Um abraço!

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