Retorno ao trabalho presencial: protocolo de segurança completo

Duas pessoas trabalhando em uma empresa, em mesas distantes. As duas usam máscaras sobre o nariz e boca.
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Com o avanço da vacinação, as empresas já começaram a pensar no retorno ao trabalho presencial. Algumas pararam por mais de um ano e meio, outras mantiveram o regime híbrido e acompanharam a abertura e o fechamento do comércio.

Independente de qual é a situação da sua empresa, é preciso estar atento aos protocolos de segurança. O retorno ao trabalho presencial precisa passar segurança aos seus colaboradores. Por isso, é importante não apenas seguir as medidas sanitárias que já são previstas por lei, mas também promover o incentivo a boas práticas no ambiente corporativo.

Antes de mais nada, vamos lembrar que nem todos estão com todas as doses tomadas e as variantes existem. Ou seja, todo cuidado é pouco!

Vamos juntos descobrir como garantir a segurança sanitária na sua empresa com esse protocolo completo?

Pessoa contra a luz limpando a entrada da empresa com esfregão.

Existe legislação para o retorno ao trabalho presencial?

Sim, existem duas portarias: a 19 e a 20, ambas da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho. A primeira diz respeito a atividades de indústria de abate e de processamento de carne destinados ao consumo humano, então é mais interessante para quem trabalha neste setor em particular.

Já a Portaria nº 20, trata de forma mais ampla sobre o retorno ao trabalho presencial, com orientações gerais. E é nela que vamos focar aqui. Para não te deixar perder nenhum ponto e promover uma volta à empresa da melhor forma possível, vamos delimitar ponto a ponto:

O que diz a Lei

Quando falamos em retorno ao trabalho presencial, sua empresa precisa:

  • Promover e divulgar os protocolos sanitários dentro da organização, tanto para funcionários como também terceirizados e visitantes;
  • Higienizar e desinfectar toda a empresa, dando atenção especial às áreas comuns da organização (refeitórios, banheiros, vestiários, áreas de descanso etc) e o transporte de trabalhadores, quando fornecido;
  • Orientar os colaboradores sobre higiene das mãos, com água e sabão ou álcool 70%, e sobre etiqueta respiratória;
  • Alertar sobre o uso de objetos compartilhados e os riscos na transmissão do vírus;
  • Promover o distanciamento social, estabelecendo lotação máxima em elevadores e fazendo marcações de lugares para sentar ou em filas, caso haja atendimento ao público;
  • Alertar sobre o uso da máscara e a necessidade de evitar o contato físico entre os funcionários;
  • Priorizar a ventilação natural dos ambientes.

Outro fator importante no retorno ao trabalho presencial e que está previsto nessa Portaria é que a empresa pode promover campanhas de incentivo à vacinação. É uma ótima forma de frear o contágio em massa e garantir que todos os seus colaboradores saibam da importância da vacina.

Pessoa aplicando álcool 70 em spray nas mãos.

Quais as penalidades para quem não cumprir os protocolos?

Para garantir que as medidas de combate ao coronavírus estão realmente sendo cumpridas, existe a Lei nº 13.979/2020. Ela fala sobre o enfrentamento no geral, mas diferente da Portaria, traz as penalidades pelo não cumprimento dela.

Então, atenção para seguir todos os protocolos de retorno ao trabalho presencial e não cometer nenhuma irregularidade que possa trazer penalidades à empresa.

Quem não cumprir todas as medidas pode cometer o crime de propagação de doença contagiosa. A condenação vai de 1 mês a 1 ano de reclusão, além de uma multa, a depender do caso. No caso de profissionais da área da saúde, a pena é aumentada em um terço.

Mas, para empresas e comércios, vale lembrar que essa fiscalização acontece por parte dos órgãos municipais, como os setores responsáveis, como Procon e até Vigilância Sanitária. E as autuações podem acontecer se forem percebidas irregularidades no retorno ao trabalho presencial.

E o funcionário que se recusou a tomar a vacina?

Quem vai fazer o retorno à empresa está totalmente preocupado com a segurança dos funcionários e quem você recebe na empresa. Por isso, um problema polêmico que o gestor pode enfrentar é sobre funcionários que não querem se vacinar. Como proceder? Cabe demissão? Pode obrigar a pessoa a se vacinar?

Já existem casos de pessoas que foram demitidas no retorno ao trabalho presencial por justa causa por se recusarem a se vacinar.

De acordo com o Ministério Público do Trabalho (MPT), a orientação é que quem não se vacinar apresente razões médicas para tal. Caso isso não ocorra, o funcionário pode ser demitido por justa causa sem aviso prévio, seguro-desemprego ou FGTS.

Isso porque a recusa à vacina pode ser não apenas um problema individual, mas coletivo. Por outro lado, vale lembrar que não é apenas a vacinação que promove a segurança do trabalhador e, sim, todas as medidas sanitárias dentro e fora do ambiente corporativo.

Daí a importância de sua empresa seguir todas essas medidas no retorno ao trabalho presencial para evitar essas questões legais por parte dos funcionários também. Assim como os gestores podem cobrar deles, o contrário também existe.

Pessoa usando pano e borrifador para limpar janela de vidro.

Dicas para colocar os protocolos de segurança em prática

E, na hora de pensar no retorno ao trabalho presencial, algumas dicas podem ser super importantes para colocar todos os protocolos de segurança em prática e deixar sua equipe tranquila para voltar à empresa. Vamos repassar alguns pontos?

  • Termômetro: medir a temperatura corporal, na testa, de todos quem entra na empresa. A partir de 38ºC já é preciso atenção;
  • Sabão líquido: deve estar disponível em todos os banheiros, com dispenser sempre cheio;
  • Papel toalha ou secador de mãos: disponíveis e abastecidos ou em perfeito estado de funcionamento em todos os banheiros;
  • Máscaras faciais: de preferência máscaras com tecido de três camadas ou pff2, cobrindo nariz e boca. Face shield para quem trabalha em recepção e lida com atendimento ao público;
  • Álcool em gel: álcool 70 disponível em todas as salas, banheiros, balcões de atendimento e áreas comuns da empresa;
  • Sinalizadores: marcações adesivas no chão e em cadeiras, delimitando o distanciamento social.

Cada segmento deve seguir protocolos específicos. Se sua empresa não recebe tantos visitantes e não trabalha com atendimento ao público, melhor ainda. A sua maior preocupação vai ser com o funcionamento interno mesmo.

Kit para os funcionários no retorno ao trabalho presencial

E quando falamos em reforço de higiene, vale a pena oferecer um kit de boas-vindas aos funcionários no retorno ao trabalho presencial. Nele, é possível conter itens para garantir (e reforçar a segurança individual) como:

Pessoa lavando as mãos com água e sabão no banheiro da empresa.

Quais orientações passar à equipe de limpeza

Na hora de pensar no retorno ao trabalho presencial, é importante que sua equipe de limpeza esteja alinhada, bem orientada e, claro, com uma supervisão afiadíssima. Só assim é possível seguir todos os protocolos sanitários corretamente.

Primeiro, faça uma lista de todos os produtos necessários para manter a empresa sempre abastecida. Nós já te contamos por aqui quais os produtos essenciais para a limpeza empresarial. É só contar com um fornecedor parceiro e fazer os pedidos. E como existem muitos dispensadores, o ideal é comprar os frascos maiores para fazer essa reposição de forma mais prática e econômica.

Se você faz a terceirização da limpeza, basta repassar esses passos com a empresa responsável e os funcionários dela. Para equipes próprias, o ideal é fazer um cronograma, separando os dias e frequência de limpeza dos setores, sempre mantendo a constância.

Mas vamos aos pontos que sua equipe precisa saber:

  • Dê atenção especial aos espaços de uso coletivo, como banheiros, copa/cozinha, refeitório e recepção;
  • A limpeza pesada dos ambientes compartilhados deve ser feita diariamente;
  • Balcões e objetos de uso coletivo devem ser higienizados constantemente durante o expediente;
  • As salas devem ser higienizadas de duas a três vezes por semana, de acordo com a quantidade de pessoas que usam.
  • As salas de reunião podem ser limpadas apenas uma vez na semana.

Bom, esses são os principais pontos. Mas o ideal é sempre manter o bom senso, sabendo os locais que mais são usados, por onde passa mais gente.

E para que tudo funcione, deve existir um controle. Deixe alguém da empresa tanto para ajudar a montar o cronograma quanto para analisar se ele é realmente cumprido.

Pode passar álcool gel em todas as superfícies?

O álcool 70 é um dos produtos que mais matam bactérias e vírus, mas não é o único. Ele pode ser muito útil na hora até de limpar o espelho do banheiro, só que não são todas as superfícies que podem ser higienizadas dessa forma.

A eficiência do álcool 70 em gel ou líquido é exatamente a mesma e só muda o estado físico mesmo. Mas, na hora da limpeza, o gel é melhor. Além de demorar mais a evaporar e conseguir matar todas as bactérias, ele é mais seguro de usar. Só que é sempre importante não deixá-lo exposto a altas temperaturas e perto de fogões, por exemplo.

Outra dica importante no retorno ao trabalho presencial é informar à sua equipe de limpeza que, para ter efeito desinfetante, é preciso passar álcool em gel e fazer movimentos de fricção por 30 segundos na superfície.

Mas vale lembrar quais as superfícies em que você não pode passar álcool:

  • Móveis de madeira;
  • Estruturas de MDP;
  • Eletrônicos;
  • Eletrodomésticos;
  • Superfícies de acrílico;
  • Plásticos.

No caso de eletrodomésticos e eletroeletrônicos, o ideal é usar álcool isopropílico. Para os demais que citamos acima, detergente neutro.

Duas pessoas trabalhando em uma empresa, em mesas distantes. As duas usam máscaras sobre o nariz e boca.

O que fazer se o funcionário estiver com suspeita de Covid-19?

Talvez o maior medo no retorno ao trabalho presencial é a transmissão de coronavírus. Pode ser na própria empresa ou a caminho dela, nos transportes. Então, o mais importante deste texto é te mostrar como preparar o ambiente corporativo para receber os colaboradores da melhor forma e com segurança.

Oriente a todos que, ao menor sinal de gripe, a pessoa deve ficar atenta. Peça que ele reporte os sintomas a qualquer momento do retorno ao trabalho presencial.

Se, entre eles, for detectado febre, tosse, dor de garganta, coriza e falta de ar, dores musculares, cansaço ou fadiga, congestão nasal, perda do olfato ou paladar e diarreia, é hora de fazer o teste.

Quem tiver resultado positivo ou for assintomático, mas teve contato com pessoa infectada deve parar de frequentar a empresa e ficar isolado por 14 dias. Nesse caso, quem teve contato com esse colaborador deve ter atenção também. Já quem tiver resultado negativo e estiver sem sintomas por 72 horas, pode retornar à empresa.

A empresa paga o teste de Covid-19?

A empresa não precisa pagar o teste nem para confirmar a suspeita nem para aceitar a volta do funcionário após o tempo de recuperação. O teste fica a cargo do trabalhador, que pode procurar a rede pública de saúde ou pagar um teste particular.

Mas também não é proibido. Se o empregador tiver pressa e até mesmo medo de o funcionário ter contaminado outros, vale a pena pagar. É uma boa prática, principalmente se o risco maior de transmissão tiver sido na empresa mesmo.

Anotou tudo? Acerte todos esses detalhes, reúna-se com a equipe de limpeza e mostre aos seus colaboradores que está tudo pronto e seguro para esse retorno ao trabalho presencial. E, não se esqueça, a conscientização tanto de boas práticas de higiene e, claro, a vacinação devem ser incentivadas no ambiente corporativo.

E na hora de abastecer o seu almoxarifado, nada melhor do que contar com produtos que você sabe que são os melhores. Conte com a Asseptgel e tenha a limpeza profissional que sua empresa merece!

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