As 6 piores gripes da história

Mulher passando álcool gel nas mãos.
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on email

Já são mais de dois anos encarando a Covid-19, doença que de longe ultrapassa em número de mortes várias das piores gripes da história mundial.

E olha que elas não foram poucas. Ao longo dos anos, um dos maiores inimigos do ser humano são os vírus – invisíveis, mortais e, por muitos, completamente incompreendidos. A primeira evidência de vírus foi no final do séc. XIX.

Víruso do Mosaico do Tabaco, primeiro vírus descoberto no mundo
Vírus do Mosaico do Tabaco – o primeiro vírus descoberto na história da humanidade.

Entendendo de onde os vírus vieram, conseguimos entender também como eles evoluíram, de onde costumam vir e quais serão os próximos pequenos grandes vilões da humanidade. Também é possível ver como a ciência, a indústria farmacêutica e química puderam contribuir para o enfrentamento dos casos e controle das doenças.

Curiosos aí para saber quais foram as piores gripes da história? Vamos começar pela mais antiga (que não foi a espanhola) até chegarmos à H1N1, uma das piores pandemias antes da Covid-19 – que apesar de ter sintomas parecidos, não é considerada gripe.

Apertem os cintos: é hora da ciência.

Gripe russa – H2N2 (1889-1890)

Pessoas em camas de hospitais durante surto de gripe no passado. As divisões dos leitos são feitas com lençóis.

Quando alguém fala em piores gripes da história, a primeira a ser lembrada é a espanhola. Mas ela não foi a pioneira. Cerca de 30 anos antes existiu a gripe russa (ou La Grippe), que teve um impacto significativo em infecções e mortes.

Ela durou cerca de um ano e foi muito letal. Estima-se que cerca de 1,5 milhão de pessoas morreram no mundo por conta da doença.

Os primeiros surtos foram apontados no Uzbequistão (pertencente à antiga União Soviética), mas logo o vírus se espalhou por todo o continente. No mundo inteiro, o local com mais casos foi a Europa.

Mas aqui no Brasil também existiram milhares de casos de uma das piores gripes da história. Em 1890, o vírus chegou pelos portos de Salvador e logo se espalhou pelo Rio de Janeiro.

Foram três ondas da gripe russa, o que a transformou em uma das piores gripes da história. Na época, o vírus era desconhecido, mas já se relatava perda de olfato e paladar. Parece semelhante ao que vivemos atualmente, não é?

Inclusive, cientistas já investigam se a gripe russa não foi causada por um tipo de coronavírus. Além dos sintomas, a alta taxa de transmissibilidade é um dos pontos que chamam a atenção no vírus. Mas por já ter se passado mais de 130 anos, fica cada vez mais difícil encontrar material genético que comprove a origem da doença.

O que se sabe é que, naquela época, as condições sanitárias eram precárias. Em hospitais, então, a situação era crítica: não havia materiais para assepsia em todos os locais, luvas e nem cuidados principais que temos hoje nas clínicas.

Cuidado na internação, isolamento de doenças com vírus altamente contagiosos, uso de máscaras e reforço no quesito higiene teriam feito muita diferença na época da gripe russa.

Gripe espanhola (1918-1920)

Foto em preto e branco de corpos em macas, em um galpão, durante a gripe espanhola.
Foto: Getty Images

A segunda – mas sempre a mais citada – das piores gripes da história é a gripe espanhola. Muito relatada em filmes e séries de época, a doença foi a mais letal do planeta. Ao todo, entre 50 e 100 milhões morreram por conta do vírus – os dados são incertos.

Mas, ao contrário do que o nome indica, especialistas chegaram a levantar a hipótese de que a doença tenha surgido nos Estados Unidos. É possível que ela tenha sido levada ao resto do mundo pelos estadunidenses na Primeira Guerra Mundial. No entanto, como os espanhóis relataram os primeiros casos, apontou-se que o vírus tenha surgido lá.

Não demorou muito para que uma das piores gripes da história chegasse ao Brasil. Por conta da guerra, no final de 1918 o vírus já circulava por aqui por meio dos principais portos: Salvador, Rio de Janeiro e São Paulo.

Em terras brasileiras, foram cerca de 350 mil infectados. Entre os mortos estava o presidente recém-eleito, Rodrigues Alves.

Ou seja, essa foi sem dúvidas a pior pandemia do mundo. Há relatos de que pessoas acordavam bem e morriam até o final do dia, tamanha a letalidade do vírus. E os sintomas eram bem semelhantes às gripes comuns:

  • Febre;
  • Dor no corpo;
  • Coriza;
  • Tosse;
  • Dificuldade respiratória.

Já os casos graves dessa que é uma das piores gripes da história incluíam problemas digestivos e até cardiovasculares. No entanto, por falta de conhecimento técnico e científico da época, os médicos tratavam a doença como podiam. E é isso que detalharemos a seguir.

O vírus causador da gripe espanhola foi o H1N1

Lembra daquelas cenas dos livros de História nas quais os corpos ficavam em galpões, com separação de leitos feita por lençóis e poucos profissionais de saúde no local? Era exatamente assim que foi possível lidar com a gripe espanhola. E a higiene era tão precária como a que retratamos durante a gripe russa.

Foi exatamente por isso que era tão difícil identificar e tratar a doença. Eles não tinham recursos nem microscópios adequados para enxergar o vírus. E essa foi uma das maiores dificuldades de lidar com uma das piores gripes da história.

Estudos feitos anos depois apontam que o vírus causador da gripe espanhola foi o Influenza – H1N1. Esse mesmo que apareceu novamente há algumas décadas e vem sofrendo mutações, exigindo vacinação anual e de imunizantes sempre atualizados.

Medidas sanitárias que deram resultados

Como os dados de infecção são bem divergentes, é comum encontrar dois números relacionados a uma das piores gripes da história. Afinal, são 50 ou 100 milhões de mortes no mundo? E as infecções: um terço ou 50% da população foi atingida?

É muito incerto e existem fontes que apontam ambos os casos. No entanto, o número poderia ter sido ainda maior se não houvesse algumas medidas para conter o vírus. E talvez esse tenha sido o maior legado deixado pela gripe espanhola.

Sim, isso existiu e apresentou bons resultados. Uma das responsáveis foi o uso de máscaras, como já foi possível ver em várias fotos da época. A outra, que ajudou a conter uma das piores gripes da história, foi evitar aglomerações.

Inclusive, uma curiosidade da época é que a cidade de Filadélfia, nos Estados Unidos, ignorou as restrições. O resultado catastrófico e a gripe espanhola atingiu a população local em grande escala – muito mais do que nas cidades da região e que seguiram as orientações de especialistas.

Gripe asiática – H2N2 (1957-1958)

Fila de vacinação do jornal Denver Post, nos Estados Unidos, em 1957.
Foto: Getty Images

Avançando um pouco nas piores gripes da história, nos deparamos com uma doença que matou entre 2 e 4 milhões de pessoas no mundo. A gripe asiática teve seu surto por dois anos, mas a partir de 1968 nenhum caso foi encontrado.

Ela é um subtipo do H2N2. Os primeiros casos surgiram na China, mas a doença logo se espalhou pela Ásia. Mas, em menos de um ano, essa que foi uma das piores gripes da história também se alastrou por todos os outros continentes.

Mas conseguiu notar que, nesse caso, os números foram bem menores que as gripes que te contamos acima? Não é que o vírus era menos letal, mas a ciência e a tecnologia já estavam bem mais avançadas e permitiram agir de forma mais rápida.

O vírus que causou a gripe asiática foi detectado. E, aqui, o grande diferencial foi que o sequenciamento genético permitiu a criação de vacinas que agiram com efetividade no combate à doença.

Apesar disso, ainda não havia tantos aparatos tecnológicos que pudessem garantir agilidade na produção de imunizantes. Então, embora existissem vacinas, elas não foram feitas em números suficientes para atentar à demanda mundial.

Mas, sem dúvidas, pudemos ver uma grande evolução no quadro de pandemias mundiais – bem semelhante às ações contra a Covid-19.

Gripe de Hong Kong – H3N2 (1968)

Mulheres trabalhando e usando máscara sobre nariz e boca na época da gripe de Hong Kong.
Foto: Getty Images

Cerca de 10 anos depois da gripe asiática, uma nova variante do vírus Influenza apareceu: o H3N2. A essa nova doença, deram o nome de Gripe de Hong Kong em “homenagem” ao país de origem.

O que colocou essa como uma das piores gripes da história foi o fato de ser um período em que houve o boom da globalização. Voos e mais voos que saíram da capital levaram o vírus com muito mais facilidade do que as epidemias e pandemias anteriores.

Ou seja, com Hong Kong sendo o centro de negócios mundiais, ficou ainda mais fácil disseminar a doença pelo mundo. A progressão foi rápida e atingiu diversos países em pouquíssimo tempo.

Outro destaque da gripe de Hong Kong é que os casos estavam ligados à transmissão do vírus por aves que eram criadas soltas e em contato com os humanos. Logo, quem tinha contato com esses pássaros infectados sentiam febre alta, cansaço e dor nas articulações como sintomas principais.

Calcula-se que entre 2 e 3 milhões de pessoas morreram por conta do vírus no mundo. Mas, apesar de ter sido desastrosa, a gripe de Hong Kong foi tratada com negligência. Tanto é que, apesar de ter sido uma das piores gripes da história, ela figura entre as pandemias esquecidas.

Pouco se discute sobre ela. Tanto é que, depois de várias outras doenças avassaladoras, ela foi tratada como uma simples gripe. As medidas sanitárias e de enfrentamento não foram tratadas com seriedade. E, por afetar várias pessoas idosas e com comorbidades, ela foi banalizada.

Além disso, durante o pior momento da gripe de Hong Kong, o mundo estava vivendo o pouso na Lua, a Guerra do Vietnã e os protestos a favor dos direitos civis. Tudo isso acabou apagando a importância – e gravidade – da doença viral.

Como percebemos, o vírus da Influenza causou algumas das piores gripes da história e vem sofrendo mutações ao longo dos anos. Essas novas variantes ainda causaram duas outras epidemias no mundo, que vamos contar a seguir.

Gripe aviária – H5N1 (2004)

Cientistas em estudo de campo durante o auge da gripe aviária.

Saltando vários anos no tempo, o mundo permaneceu ileso por mais de 30 anos sem uma pandemia viral. Mas foi em 2004 que o pesadelo voltou à sociedade.

Quem aqui não se lembra de viver a gripe aviária? E de ver nos noticiários centenas de pessoas no Oriente usando máscaras por toda a parte? Com certeza, esse deve ter sido o marco para muitas pessoas – devido ao fato de presenciarem o vírus chegando tão perto de nós.

Apesar de ter atingido seu auge em 2004, os primeiros casos apareceram lá em 1997. No entanto, ela não pode ter sido considerada uma pandemia, já que os índices de mortalidade foram bem menores: 863 pessoas no mundo. Mas a grande preocupação no mundo era de que a gripe aviária fosse o começo de algo mais grave, como no passado.

Nesse caso, o grande surto foi entre as próprias aves. Só em 1997 foram cerca de 1,5 milhão de pássaros que contraíram a doença e morreram. Ao longo dos anos, as taxas continuaram subindo.

Apesar de não ter sido letal para humanos, foi aqui que os hábitos de higiene mudaram. Lavar bem as mãos, por exemplo, foi um dos grandes aprendizados e o que ajudou a conter a disseminação do vírus.

Além dessas medidas de contenção, o que nos salvou de uma pandemia mais séria foi a baixa transmissibilidade para humanos. A taxa de letalidade da doença é altíssima (56%, enquanto a Covid-19 gira em torno de 5% no mundo).

Gripe suína – Influenza A (H1N1)pdm09 (2009)

Pessoas usando máscara sobre o nariz e a boca durante surto de gripe suína em um país oriental.

Abandonando a nomenclatura de gripes de acordo com países (e seguindo na linha dos animais), em 2009 o mundo viveu a gripe suína (ou gripe A). Essa foi a última das pandemias e doenças letais enfrentadas antes da Covid-19.

No entanto, não só os porcos foram vitimados. Aves e humanos também sofreram com o vírus dessa que foi uma das piores gripes da história. E, assim como o nome indica, o quadro da doença apresentava sintomas gripais que poderiam até ser negligenciados caso não lembrassem as demais epidemias e pandemias já vividas.

A infecção acontecia por meio do ar, causando crises respiratórias sem muita gravidade, mas com altos índices de contágio. Isso vai ao contrário do que muitos pensavam na época, de que não era seguro ingerir carne suína. Mas, de acordo com pesquisadores, o vírus não sobrevive às altas temperaturas do cozimento.

E se não era tão grave, qual era a preocupação? O que chamou a atenção dos órgãos de saúde foi que o vírus da Influenza continuava evoluindo e mutando. Os novos hábitos de vida também poderiam agravar os casos e torná-los tão letais quanto outras das piores gripes da história.

Portanto, foi uma questão de cautela para analisar a situação, onde o mundo estava e onde poderia chegar em termos de crise sanitária. Tanto é que, pouco tempo depois, em decorrência da alta taxa de transmissibilidade a nível mundial, a gripe suína ganhou status de pandemia.

Em 2009, a OMS estima que morreram entre 100.000 a 400.000 pessoas pela gripe suína mundialmente.

O combate à uma das piores gripes da história

Já tendo todo o conhecimento sobre pandemias, o combate à gripe suína foi mais ágil. Medidas de enfrentamento ao vírus foram reforçadas: evitar aglomerações, uso de máscaras em outros países do mundo e foco na higiene das mãos.

Para reforçar o cuidado com o vírus, foi nessa época que o álcool em gel entrou em ação para a assepsia das mãos. Aqui no Brasil, foi criada a lei que obriga todos os estabelecimentos comerciais a terem frascos disponíveis para higiene coletiva.

Outro destaque no combate a essa doença foi a vacinação anual contra a Influenza. Em 2009, a vacina contra a Influenza foi atualizada para combater o H1N1, e até hoje ela é aplicada gratuitamente aqui no Brasil.

A vacina atual protege contra 3 cepas influenza: H1N1, H3N2 (com a inclusão recente da cepa Darwin) e Tipo B Victoria.

Ainda hoje, nos deparamos com novas cepas e variantes do vírus. Para ajudar no combate, o imunizante passou a ser aplicado todos os anos, sempre com vacinas atualizadas de acordo com as novas versões do vírus.

A vacina no Brasil está disponível tanto na rede pública quanto na privada. No entanto, o SUS foca em imunizar primeiro os grupos de risco nas etapas iniciais do cronograma de vacinação.

Como a Asseptgel ajudou a combater a Covid-19

Mulher passando álcool gel nas mãos.

Apesar de não ser uma gripe, a Covid-19 é uma doença viral que causa sintomas semelhantes aos casos gripais. Mas quando falamos em casos graves, é um grande erro chamá-la assim.

Foram cerca de 6 milhões de mortes no mundo até agora e a preocupação com o vírus aconteceu desde o primeiro caso por parte dos órgãos mundiais. Os altos índices de transmissibilidade, o desconhecimento do que causava a doença e os sintomas respiratórios graves exigiram medidas drásticas.

Já são dois anos convivendo com o coronavírus e, ainda em abril de 2022, o uso de máscara em locais fechados ainda é aconselhado pela OMS. Mas muita coisa mudou desde a primeira das piores gripes da história até aqui.

A ciência e tecnologia estão muito mais evoluídas, tanto que foi possível fazer o sequenciamento genético do vírus em tempo recorde. A produção da vacina também aconteceu com bastante rapidez.

Junto a isso, empresas e indústrias de álcool em gel tiveram que se desdobrar para atender a todos. A procura foi enorme e, no início, até passamos pela falta de insumos para a produção do produto.

Para além da falta de álcool nas prateleiras, muitos consumidores reclamaram da textura do produto. Tanto é que várias pessoas se questionaram se álcool em gel grudento fazia efeito. Mas o problema real foi a falta do espessante usado normalmente, o que causava um toque diferente.

Mas não podemos negar que tanto a Start Química, com a linha Asseptgel, como todas as marcas de álcool em gel do mercado ajudaram e muito na proteção contra o coronavírus. Inclusive, se o produto existisse na época das piores gripes da história, a assepsia constante teria ajudado a controlar a disseminação dos vírus – junto com outras medidas sanitárias.

Linhas Asseptgel para prevenção de vírus

Nossas linhas de antissépticos estão disponíveis tanto para as linhas profissional quanto pessoal. São sabonetes, espumas, lenços e álcool em gel em diversos tipos e tamanhos para promover a eliminação completa de fungos, bactérias e vírus.

Em qualquer situação que você precisar, saiba que temos um produto específico para te ajudar. O importante é que, mesmo com o fim da pandemia, tenham o hábito de cuidar da saúde para que cada vez menos doenças virais atinjam pessoas.

Mas não é só com produtos que a gente te ajuda. No nosso blog abordamos vários assuntos sobre saúde, dicas e bem-estar para deixar tudo limpinho e saudável.

E, nessa missão, adoramos tanto falar sobre as piores gripes da história, mas também desmistificar aqueles assuntos passados de geração em geração e que podem não funcionar. Um exemplo: vinagre desinfeta? Descubra no próximo texto.

Nos vemos lá para desvendar esse mistério!

Posts Relacionados

Quer conhecer mais?

Informe seu melhor e-mail abaixo para assinar nossa Newsletter e receber informações sobre lançamentos, novidades e links para as publicações mais recentes.

Logo-ft-start
Asseptgel© Copyright 2020 – Todos os direitos reservados.