Fogo invisível: cuidados ao manusear o álcool em gel

Pessoa apertando isqueiro e chama saindo.
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A primeira coisa que você precisa saber: todo tipo de álcool é perigoso. Inclusive o álcool em gel, que pode gerar algo que muita gente nem sabe que existe: o fogo invisível.

Muita gente acredita que por ser em gel ele é mais seguro, mas isso não significa que o produto deixou de ser álcool. Aqui mesmo no blog nós já falamos bastante sobre o álcool em gel e como ele é feito. As propriedades são as mesmas do produto líquido, tendo apenas a adição de espessante e hidratantes para serem mais agradáveis à pele.

É exatamente por isso que tem lá no rótulo escrito, com destaque, que o produto é inflamável.

Hoje vamos te contar como é o processo químico do fogo invisível e qual a forma correta de manusear o álcool em gel para evitar acidentes. Vamos lá?

Pessoa esperando álcool em gel sair pelo frasco, com a mão estendida.

Álcool em gel pega fogo?

Sim, álcool em gel pega fogo! Basta ler um pouco sobre a composição do álcool em gel para descobrir que o produto tem vários componentes inflamáveis – e isso vem escrito no rótulo. Por isso, todo cuidado é pouco.

Depois da pandemia, esses frascos estão espalhados por todos os cantos: nos balcões de atendimento, nas nossas bolsas, no carro, em casa. Exatamente por isso que houve um aumento no número de queimaduras durante esse período.

O próprio curso de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) criou a campanha “Junho Laranja”. É uma medida de conscientização e alerta sobre a prevenção de queimaduras.

Na divulgação da campanha, a instituição citou dados da Sociedade Brasileira de Queimaduras e os números surpreendem. Entre março e novembro de 2020, já nos primeiros meses da pandemia, foram 700 internações por queimaduras com álcool.

E entre esses dados nem foram considerados os acidentes de menor grau, quando as pessoas sequer procuraram ajuda médica.

Pessoa apertando isqueiro e chama saindo.

Como é formado o fogo invisível?

O próprio nome já diz: as chamas são invisíveis e esse risco vem do álcool em gel, que muita gente sequer considera como um produto inflamável. Mas como isso acontece?

A resposta para o fogo invisível está na própria composição do álcool em gel. Sua forma física e os agentes espessantes fazem com que os vapores do álcool fiquem presos. Em contato com uma combustão, o resultado é uma chama menor, quase imperceptível.

Mas não se engane, porque ela queima e é perigosa do mesmo jeito. Esse é, inclusive, um alerta que muitos especialistas dão. Como as chamas demoram um tempo maior para queimar, o risco de colocar fogo nas mãos e não ver é muito alto.

Álcool em gel pega fogo sozinho?

Agora que você já sabe que álcool em gel é inflamável e gera o fogo invisível, é bom entender que o produto não pega fogo sozinho.

Se você deixar um frasco pequeno no carro, em um dia muito quente, ele precisa estar bem fechado e longe da luz do sol. Nem os potes maiores, no painel do carro, com luz direta, pegam fogo sozinho. Mas não é um bom hábito; é uma questão de segurança mesmo.

Expor o álcool em gel a temperaturas acima de 16,6°C faz com que o produto comece a liberar vapores, mas a combustão espontânea só acontece a partir dos 363°C. Ou seja, precisa de uma chama para que ele pegue fogo realmente.

O álcool 70 é inflamável?

Todo álcool é inflamável, inclusive o álcool 70, muito usado na limpeza doméstica. Claro que o grau dele vai definir se é mais ou menos. Mas nunca podemos considerar nenhum desses produtos como seguros se expostos a chamas e ao calor, por exemplo.

E os riscos são os mesmos para as versões líquidas ou em gel. Todos pegam fogo, podem gerar queimaduras e até hospitalização.

O problema maior está na disponibilidade desses produtos e na falta de saber o que fazer quando um acidente acontece. Quando o fogo invisível começa, o comum é se desesperar e não saber o que fazer. É aí que a situação realmente piora.

Mulher tirando frasco de álcool em gel da bolsa.

Qual a diferença entre o fogo do álcool gel e do álcool líquido?

Vamos considerar o álcool 70, tanto líquido quanto em gel para responder a essa dúvida comum.

Como já dissemos, as duas formas são inflamáveis. A diferença é que o álcool líquido tem a capacidade de derramar e se espalhar mais facilmente nas superfícies. Ou seja, é maior o risco de o fogo se propagar, queimar mais e você ter menor controle da situação.

Já o álcool em gel é o responsável pelo fogo invisível, que falamos desde o começo do texto. Em resumo, ele demora mais a evaporar e você não consegue ver o fogo, mas ele consegue se espalhar menos.

Bom, nenhuma das situações pareceu segura, não é? Por isso, é sempre importante ter cuidado ao manusear esses produtos e mantê-los fora do alcance de crianças e do fogo.

Pessoa com as mãos estendidas esperando que outra aperte válvula de frasco de álcool em gel.

Quem fuma pode sofrer com o fogo invisível do álcool em gel?

Sim. Parece assustador, mas acontece e muito. Exatamente por isso que, na hora da prevenção contra o coronavírus, a recomendação é esperar o produto secar antes de manusear qualquer objeto. E não é diferente com o cigarro.

Na verdade, o cigarro em si não é o perigo. O risco acontece quando você higieniza a mão com o álcool em gel, não espera o produto secar devidamente e usa o isqueiro.

Nesses casos, você pode sofrer com o fogo invisível nas mãos. Inclusive, essa é uma das partes mais propensas a queimaduras pelo gel inflamável – e também uma das mais sensíveis do corpo.

Quais cuidados tomar com o fogo invisível?

O maior cuidado com o fogo invisível é na hora de manusear o álcool em gel. Mas, para expulsar de vez os maus hábitos, confira nossas dicas para ter segurança em casa e fora dela também:

  • Não deixar álcool em gel ao alcance de crianças;
  • Comprar apenas produtos de procedência conhecida e com registro na Anvisa;
  • Ao higienizar as mãos, esperar o álcool secar totalmente antes manusear isqueiros ou chegar perto do fogo;
  • Não usar álcool de qualquer tipo para acender churrasqueira;
  • Armazenar esses produtos longe de cozinhas;
  • Não estocar produtos em casa;
  • Respeitar as informações dos rótulos sobre os riscos de manipulação;
  • No carro, não deixar os frascos expostos ao sol.

E para ter certeza de que você está usando os produtos certos, que servem para seu propósito e são testados em laboratório, o melhor é apostar nas marcas confiáveis. E como ter certeza?

Bom, nós fizemos um texto contando tudo sobre como escolher. Quer saber? É só clicar aqui.

Boa leitura!

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