A eficácia da vacina Coronavac já está determinada. E agora?

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Estamos em um momento que é, ao mesmo tempo, complicado e esperançoso para o Brasil quando o assunto é o coronavírus. Já estão sendo divulgados os números da eficácia da vacina Coronavac no Brasil e os resultados, ainda que animadores, são um pouco confusos.

É 78% mesmo ou, de acordo com as últimas divulgações, 50,38%? E o que esses números significam? A vacina Coronavac vai impedir que alguém pegue o coronavírus ou só aumenta a imunidade para combater a doença?

Essas são perguntas muito importantes e é totalmente natural se sentir confuso nesse mar de informações. Hoje, com elas em mãos, vamos esclarecer esses aspectos mais difíceis sobre a eficácia da vacina Coronavac pra você. Vamos lá?

Qual é realmente a eficácia da vacina Coronavac?

Inicialmente, assim que os testes foram finalizados, o Instituto Butantan revelou que a eficácia da vacina estava nos 78%.

Mas agora ele revelou um outro número: a eficácia global da vacina Coronavac é de 50,38%, bem no limiar do mínimo exigido pela Anvisa. Qual dos dois números é o “certo”?

Bom, na verdade os dois números estão certos. Vamos ver a diferença entre os índices agora.

A eficácia de 78% está relacionada apenas aos casos leves e que requerem atenção médica. Ou seja, não estava contando casos leves que não precisavam de internação, casos moderados e casos graves, todos juntos.

Quando o estudo passou a considerar essa outra parte da população, chegamos ao número de 50,38%. Essa é a eficácia geral, que está relacionada com todos os casos da doença.

Ou seja, a eficácia geral da vacina Coronavac de 50,38% é medida levando em conta casos leves a graves de Covid-19.

Sobre os objetivos de cada vacina, vamos falar mais no próximo tópico. Acompanhe:

O que significa a eficácia da vacina Coronavac?

Tudo bem, então entendemos que a eficácia geral da vacina Coronavac (50,38%) está relacionada com todos os casos de Covid-19 – leves, moderados e graves. Enquanto isso, a eficácia divulgada anteriormente (78%) diz respeito somente a casos leves.

Mas o que é exatamente a eficácia? O que isso significa? O que acontece com as pessoas que tomam a vacina?

No caso dos 78%, o cálculo é feito a partir da comparação entre pessoas que receberam placebo e as que receberam a vacina. Foram usados 13.060 voluntários do sistema de saúde para o experimento. Dentre eles, 252 pessoas contraíram Covid-19.

Dessas 252 pessoas, 85 receberam a vacina, enquanto 167 receberam um placebo. E dentre essas 85 vacinadas com a Coronavac, ninguém desenvolveu caso moderado ou grave. Nos que receberam o placebo, sete pessoas foram internadas com casos moderados ou graves.

Já com a eficácia geral (50,38%) é um pouco diferente. Das pessoas que receberam o placebo, 3,6% contraíram a Covid-19, sendo que 18,5% delas tiveram uma variante que requeria hospitalização – entrando no cálculo casos leves, médios e graves.

Já nas pessoas que receberam a vacina e não o placebo, 1,8% teve Covid-19, sendo que só 8% precisaram de algum acompanhamento médico e nenhuma foi internada.

100% de eficácia contra UTIs e óbito

Outra ótima notícia: de todas as pessoas vacinadas, nenhuma desenvolveu a variante grave, que requer oxigênio e UTI. Além disso, de todos os voluntários, nenhum morreu.

Então o que sabemos até agora é que a vacina é segura e, por mais que você possa até contrair o vírus, o máximo que vai acontecer é você desenvolver uma doença leve, tranquila de levar e que vai precisar, no máximo, de uma consulta com um médico.

É por isso que não podemos nos enganar com os números. A eficácia geral da vacina Coronavac de 50,38% pode não parecer muita coisa, mas estamos falando de uma doença devastadora, que arrasa famílias e mata de jovens a idosos.

Reduzir o número de internações desafoga o sistema de saúde e, sem dúvidas, eliminar as mortes completamente é uma grande conquista.

Quando será a distribuição da vacina Coronavac?

Ainda não sabemos, mas novas notícias vão saindo todos os dias. Então é importante ficar de olho nos canais de comunicação.

Hoje, sabemos que a Sinovac vai entregar ao instituto Butantan 46 milhões de vacinas de forma parcelada. Até agora, cerca de 10 milhões já foram entregues.

Ainda falando da vacina Coronavac, há um acordo entre o Butantan e a Sinovac para a transferência de tecnologia. Ou seja, a vacina será produzida aqui no Brasil, na fábrica do Instituto.

Segundo o Ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, o Brasil já conta com 300 milhões de doses garantidas pelo consórcio Covax Facility, na parceria Fiocruz e Astrazeneca (a vacina de Oxford) e pela Pfizer. Em dezembro, ele declarou que:

“ (…) acompanha a evolução de imunizantes para a Covid-19 em passos acelerados e com total responsabilidade. O Brasil possui, atualmente, mais de 300 milhões de doses de vacinas garantidas por meio dos acordos internacionais e nacionais, esperando a aprovação por parte da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.”

Até hoje, nenhuma vacina está liberada pela Anvisa para o uso emergencial no Brasil. A eficácia geral da vacina Coronavac era um dado crítico que estava faltando para a liberação e a vacina de Oxford também está com algumas documentações pendentes.

O que dizem os especialistas sobre a eficácia da Coronavac e a vacinação no Brasil

As maiores dúvidas em relação à eficácia da vacina Coronavac estão relacionadas ao seu potencial imunizante – ou seja, se ela funciona ou não.

Como mostramos no texto, ela tem uma eficácia boa no sentido de evitar mortes e internações. A OMS e a Anvisa mesmo apontam que a taxa mínima de eficácia de uma vacina tem que ser de 50%. Ou seja, a Coronavac está acima disso.

O médico Marcio Bittencourt, professor da Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein, resume bem o que a eficácia significa:

“Fazendo um raciocínio bem simplista: vacinar 10% da população com uma vacina com 100% de eficácia é a mesma coisa de vacinar 20% da população com uma vacina com 50% de eficácia. A ideia é que [com uma vacina de eficácia mais baixa] vamos ter de vacinar mais gente para ter uma proteção coletiva maior” – Fonte: DW.

Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, disse à Agência Brasil:

“Temos hoje uma das melhores vacinas do mundo. Uma das vacinas que tem maior facilidade logística porque é transportada em temperatura ambiente, tem resistência fora da geladeira e pode chegar a qualquer cidade do país”

E ainda nessa discussão sobre a eficácia, Ricardo Palácios, diretor médico do Butantan, complementa à Agência Brasil:

“A vacina consegue diminuir a intensidade da doença clínica em um ambiente de alta exposição. E esse efeito é maior quanto mais aumenta (a gravidade da doença)”

Ou seja, no momento em que estamos vivendo, uma vacina já disponível com 50% de eficácia é a nossa melhor aposta. Ela reduz consideravelmente casos moderados e anula casos graves, transformando a Covid-19 naquela “gripezinha”. E chega de mortes.

Mas o importante é que todos tomem a vacina. Esse é o momento de sermos solidários e pensarmos não só em nós mesmos, mas no outro também.

Hora de olhar pra dentro e para todo mundo no Brasil: a vacina é um compromisso social.

Como se proteger enquanto a vacina não chega?

Com tanto tempo de pandemia, já estamos bem cientes das ações de prevenção que todo mundo precisa tomar. Mas ainda assim é importante reforçar que, mesmo o pior estando perto de acabar, não podemos parar de nos proteger.

É um compromisso com nós mesmos e com as outras pessoas.

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